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Sávia Dumont, Autor em Blog Matizes Dumont https://bordadoarte.matizesdumont.com/author/savia/ Tudo sobre artes visuais e bordado como linguagem artística Sun, 04 Aug 2024 12:42:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://bordadoarte.matizesdumont.com/wp-content/uploads/2021/12/cropped-logo-matizes-150-32x32.png Sávia Dumont, Autor em Blog Matizes Dumont https://bordadoarte.matizesdumont.com/author/savia/ 32 32 Usos do Bastidor – Entre o Tecido e os Fios https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidor/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidor/#respond Sat, 15 Jun 2024 20:43:00 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=4772 O uso do bastidor na tradição do bordado clássico O uso do bastidor na tradição do bordado clássico é um dos elementos que tem sido preservado e refinado ao longo dos séculos. Originalmente o bastidor é uma estrutura de madeira, em formatos círculos, quadrados, ovais. Eles ajudam a manter o tecido firme por onde os […]

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O uso do bastidor na tradição do bordado clássico

O uso do bastidor na tradição do bordado clássico é um dos elementos que tem sido preservado e refinado ao longo dos séculos. Originalmente o bastidor é uma estrutura de madeira, em formatos círculos, quadrados, ovais.

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

Eles ajudam a manter o tecido firme por onde os fios percorrem om facilidade e promove um resultado sem rugosidades entre fios e tecido. O bastidor é utilizado para criar obras que combinam habilidade técnica com beleza, um dos pressupostos do bordado clássico.

A história do bastidor remonta à antiguidade, quando utilizavam madeira e cordas para criar estruturas que permitissem a criação de tecidos ornamentados com bordado. Com o tempo, o bastidor evoluiu e tornou-se mais sofisticado, com a introdução de materiais como a madeira de carvalho e a madeira de abeto. No entanto, foi apenas com a Revolução Industrial que o bastidor começou a ser massificado e se tornou mais acessível para os bordadores. Hoje encontramos bastidores de plástico e emborrachados. Você pode escolher de acordo com sua necessidade.

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

No bordado clássico, o bastidor é utilizado para criar sobre uma variedade de tecidos, desde tapetes e cortinas até roupas e acessórios. Com suporte desse objeto bordadeiras e bordadores utilizam técnicas tradicionais, como o ponto de cruz e o ponto de tricô, para criar certos padrões de pontos e motivos que são específicos dessa arte.

Usar um bastidor é interessante quando se borda em seda ou em tecido mais maleável, pois facilita o processo de bordar. O bastidor permite que as agulhas trabalhem com precisão e facilidade e possibilitam que se criem trabalhos sem rugosidades. Mas preste atenção, pois o bastidor também muitas vezes, oferece o risco de inflamar suas articulações dos punhos.

A Beleza do Bordado Livre

O bordado livre é como se diz em Minas: Livre mesmo! Sem amarras ou compromisso com a técnica rigorosa. Esse processo de experimentar fazer um trabalho mais espontâneo, o qual permite a expressão criativa sem as restrições de padrões predefinidos é uma aventura deliciosa.

Mãos Bordando. Foto Marilu Dumont.

Mãos Bordando. Foto Marilu Dumont.

Deixar seu desejo criativo guiar as linhas registrando com liberdade o que você vê, mostrar para você mesmo o que é capaz de fazer e para o outro que admira seu trabalho é uma sensação sem igual!

O ponto bordado livremente por você deve ser visto como uma oportunidade para criar formas, novas texturas e cores que refletem a sua alma da bordadeira. A liberdade de explorar diferentes técnicas e combinações de cores, tecidos variados, linhas de espessuras diferentes, elementos novos e contemporâneos torna o bordado livre e espontâneo uma arte surpreendente cheia de beleza.

Bordar com e sem Bastidor.

Eis uma questão a ser pensada. Bordar com um bastidor tem vantagens pois ele mantém o tecido esticado e firme, facilitando a precisão dos pontos e reduzindo o risco de distorções no desenho. Além disso, o bastidor pode ser usado como uma moldura improvisada, como falamos no início do texto, dando um acabamento moderno à peça.

Para iniciar um bordado com o bastidor basta prender o tecido nele, ajustando para que fique bem esticado. Uma vez finalizado o bordado, você pode cortar o excesso de tecido, dobrá-lo para dentro e fixá-lo com uma cola ou costura discreta na parte traseira.

Mãos Bordando.

Mãos Bordando.

No entanto, o bordado sem bastidor também é uma opção. Nós do Matizes Dumont aprendemos a bordar sem o bastidor. Especialmente para fazer bordados maiores ou quando se busca uma textura mais fluida e natural no tecido.

Bordar sem o bastidor permite e dá a você maior liberdade de movimento e leveza no ponto a ser bordado. A escolha de não usar ou não o bastidor depende do tipo de bordado a ser feito e das preferências pessoais de cada um. Por isso nossos bastidores podem ser encontrados na parede, que é para lembrar dos movimentos na história que vem sendo bordada.

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

Vou contar um segredo: faço com meus dedos um jeito especial de segurar o tecido, esticá-lo levemente e bordar sem pressionar meus pulsos ou as minhas mãos.

Na decoração simples prática: O bastidor como Moldura para Seu Bordado.

O bordado é uma arte que combina com tradição, bom gosto e criatividade. O resultado da manualidade resulta em peças elegantes e de personalidade. O mais bonito do processo criativo é que quando uma obra bordada por você fica pronta, você a observa, admira e nada mais justo que desejar mostrá-la ao mundo.

Claro que você poderá emoldurar seu trabalho com uma moldura bonita, com um toque especial. Então escolha bem um paspatour que combine com seu bordado.

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

Foto Uma história na parede. Foto Marilu Dumont 2018

Uma das maneiras mais práticas de exibir seu bordado é usar um bastidor como moldura. Você já deve ter observado muita gente bordadeira utilizando esse recurso, pois é uma maneira prática de exibir o trabalho final. Essa técnica, além de valorizar o trabalho , adiciona um toque que remete ao mundo do bordado.

Experimente você também! Utilizar um bastidor como moldura para seu bordado é uma maneira prática de exibir suas habilidades artísticas, ainda mais se for você a preparar todo o processo com entusiasmo, colocando ali sua autoria e contentamento.

Um bordado emoldurado em um bastidor pode ser um presente especial. Imagine criar uma peça exclusiva que reflete a personalidade ou o gosto da pessoa presenteada. Seja uma cena inspiradora na beira do rio, num jardim, numa montanha ou um bordado etéreo, personalizado e cheio de beleza, ternuras…isso demonstrará cuidado e consideração.

Lembrando que os bordados feitos com carinho e emoldurados com cuidados são presentes que marcam memória. A escolha de preparar o presente a ser dado, deve ser pautada nos significados e beleza, o que encantará a pessoa presenteada. Então, seja para decorar sua casa ou presentear alguém especial, considere fazer o bordado livre literalmente e explore as infinitas possibilidades que ele oferece.

Brasília, 15 de junho de 2024

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Bordando como experientes: Aplicações do ponto chavão https://bordadoarte.matizesdumont.com/bordando-como-experientes-aplicacoes-do-ponto-chavao/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/bordando-como-experientes-aplicacoes-do-ponto-chavao/#comments Tue, 04 Apr 2023 19:31:40 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=3588 Muitas pessoas acreditam que para aprender a bordar ou sair do nível básico de bordado, precisam aprender o maior número de pontos possíveis. Já falamos em outros artigos e lives que não é bem assim o melhor jeito de criar seu bordado. Afinal, de que adianta saber reproduzir um ponto se não souber a versatilidade […]

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Muitas pessoas acreditam que para aprender a bordar ou sair do nível básico de bordado, precisam aprender o maior número de pontos possíveis. Já falamos em outros artigos e lives que não é bem assim o melhor jeito de criar seu bordado. Afinal, de que adianta saber reproduzir um ponto se não souber a versatilidade de aplicações que ele pode oferecer?

Para desenvolver peças verdadeiramente únicas e personalizadas é necessário mais do que aprender variedade de pontos do bordado: é necessário entender como usá-los e compreender que você pode ser livre ao empregá-lo. Nesse processo é importante dar seu toque especial e único, que é o seu jeito pessoal de criar e recriar.

Foto: Marilu Dumont

Foto: Marilu Dumont

Na verdade, não se prenda à sua vontade de aprender grande número de pontos, pois isso pode limitar e reduzir seu entusiasmo, e ainda provocar frustrações. Prenda-se ao seu desejo de fazer belezas com habilidade e alegria ao criar peças verdadeiramente únicas e personalizadas.

Lembre-se, portanto, que é mais importante ter uma compreensão das possibilidades e aplicações que os pontos de bordado podem oferecer do que apenas memorizá-los. Uma sugestão é fazer um Pano de Amostras onde você pode guardar os pontos que for aprendendo ao longo do tempo e experimentar sua aplicabilidade.

Ponto chavão em cravina em três tons de azul

Ponto chavão em cravina em três tons de azul

Além disso, ao aplicar técnicas de bordado de forma criativa e inovadora, é possível expandir as possibilidades de projetos e alcançar resultados surpreendentes, como bordadeiras(os) experientes fazem.

Nós, do Grupo Matizes Dumont, ensinamos mundo-a-fora há mais de quatro décadas e hoje vamos demonstrar de forma simples as nossas recomendações sobre como bordar o Ponto Chavão.

Como fazer o ponto chavão

O “ponto chavão”, também conhecido como “Ponto Chavon” é um dos pontos de bordado mais simples e também um dos mais versáteis.  Com ele é possível fazer diferentes aplicações como movimentos em curva, preenchimentos, raminhos e muito mais.. Para saber mais, assista o vídeo abaixo ou siga os seguintes passos:

Passo a passo para fazer o ponto chavão:

  1. Insira a agulha no tecido e a partir desse lugar da parte de trás para a frente e puxe o fio.
  2. Insira a agulha no tecido novamente, com a distância que desejar que o ponto chavão tenha, e puxe o fio sem fazer muita pressão, para o ponto chavão consiga criar movimentos.
  3. Antes de puxar o fio completamente, passe a agulha pelo laço que se formou, e pregue levemente a linha com um pontinho na diagonal.
  4. Repita os passos quantas vezes desejar e pode variar o tamanho do chavão sem medo da distância entre eles. O importante é dar o movimento que você deseja.
  5. Quando terminar, puxe o fio para o verso do pano e para prender a linha, ou arrematar como chamamos no mundo do bordado.

Você pode experimentar diferentes variações do ponto chavão, como fazê-lo em uma linha curva ou em um círculo, para criar efeitos interessantes. Na imagem abaixo, você vê um bordado feito por Marilu Dumont que criou o panejamento de uma cortina ao vento com pontos haste diagonal e chavão completando a ideia de leveza.

Cortinas e mesa feita com ponto chavão. Risco: Clube Matizes do Bordado

Cortinas e mesa feita com ponto chavão. Risco: Clube Matizes do Bordado

Quais aplicações o ponto chavão tem?

No vídeo anterior, você viu que foi feito um raminho lindo e cheio de movimento. Pense no que mais esse ponto pode se transformar. Muitas possibilidades legais se formam ao aplicar esse divertido ponto.

Quando falei que esse ponto é versátil e, não estava brincando, acredita que o danado é capaz de fazer até vento? Observe abaixo, um exemplo de como fazer vento apenas com ponto chavão. Para dar um efeito mais lúdico, utilizamos vários tipos de linhas e cores. Anote essa dica: experimente a ousadia na mistura de materiais diferentes com o mesmo ponto, o resultado vai surpreender você.

Obra: Mulher e o vento. Coleção: Mulheres - Sagrado Feminino

Ponto chavão na obra Mulher e o vento. Coleção: Mulheres – Sagrado Feminino

Como usar o ponto chavão com tons diferentes de cores

No vídeo abaixo, mostro o bordado que minha mãe, Antônia, fez, com muito carinho, e que serviu até para ilustrar o convite do casamento da minha filha, Leninha Dumont e como o ponto chavão foi aplicado fazer uma cravina em 3 tons de azul.

No artigo de hoje, você aprendeu que saber como usar os pontos de bordado livre à mão em diversas aplicações é mais importante do que apenas aprender o maior número de pontos, porque a técnica de bordado envolve mais do que apenas a execução de diversos pontos. É importante entender como usá-los para criar efeitos diferentes, combinar cores e texturas, e aplicar essas habilidades em diferentes tipos de projetos.

Assinatura Sávia Dumont

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O poder agregador do bordado https://bordadoarte.matizesdumont.com/o-poder-agregador-do-bordado/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/o-poder-agregador-do-bordado/#respond Thu, 18 Feb 2021 13:26:23 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=770 Bordar! Arte milenar! Arte contemporânea! Desde sempre o bordado acompanhou a evolução humana. Foi num piscar de olhos que se preparou uma agulha de ossos ou de espinhos de palmeiras? Quem teve a ideia de juntar o couro de animais para se aconchegar e se proteger do frio? E os fios? Como terá sido a […]

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Bordar!

Arte milenar! Arte contemporânea!

Desde sempre o bordado acompanhou a evolução humana.

Foi num piscar de olhos que se preparou uma agulha de ossos ou de espinhos de palmeiras?

Quem teve a ideia de juntar o couro de animais para se aconchegar e se proteger do frio?

E os fios? Como terá sido a experiência de costurar peles de animais e relações afetivas com fios vegetais?

Fico pensando na beleza da descoberta do fazer, de criar novas possibilidades num grupo da antiguidade.

Beleza maior ainda é a sobrevivência da arte do bordado repassada de gerações em gerações. Surpresa boa é ver o bordado que antes era considerado arte menor, pular dos assessórios para as galerias de arte.

Acredito que todas as artes têm a função de agregar pessoas. E o ato de bordar mostra bem isso: a força das conexões criativas nos processos de grupos, nos clubes e associações que praticam o saber coletivo.

Será que bordar é mesmo um ato solitário, intimista e reflexivo?

É tudo isso e muito mais!

Bordar só é muito bom! Faz de você, gente bordadeira, um conhecedor de si mesmo. Um ser real que mostra bem o que está em sua alma e registra os seus sentimentos com as cores e a tessitura dos pontos, um ser bordadeiro que borda, reborda suas memórias e costura suas vivências pessoais.

Bordar junto do outro é uma grande experiência! O bordado é agregador e possibilita olhares diferenciados de mundo, propicia partilhas, composições e diálogos afetivos. O bordado coletivo cresce e desenvolve a medida que a pessoa percebe a importância do pertencimento. A grande troca de saberes que é a força do coletivo.

Foi por acreditar no poder agregador do bordado que o Matizes Dumont criou a possibilidade de repassar nosso aprendizado em bordados para comunidades com as quais aprendemos e ensinamos.

Desenvolvemos a vivência psicopedagógica (A)Bordar o Ser, prática que rompe com o aspecto apenas instrumental do ato de bordar para desenvolver o potencial criativo e expandir a consciência do participante das oficinas vivenciais que o grupo realiza em todo o Brasil e ainda, a roda de bordado atualmente realizada com o Clube Matizes do Bordado, criado recentemente e com muitos integrantes do Brasil e do exterior.

Esta bordação traz a oportunidade de rebordar a história de vida, num exercício de humanização e espiritualidade, e é utilizada em processos de desenvolvimento humano e também em processos de capacitação  para geração de trabalho e renda, projetos socioeducativo e ambientais.

São mais de 35 mil bordadeiras e bordadeiros espalhados pelo país num processo coletivo de compartilhar conhecimentos, complementar e bordar sua realidade.

São grupos comprometidos com a arte, com a beleza, com a resistência, a resiliência. Ou ainda, gente que luta pela sobrevivência cotidiana, gente que luta pelas questões de gênero, pelas tramas políticas democráticas e limpas, e, sobretudo, grupos que revelam bem a função da arte: – mostrar o belo, o sensível e denunciar o impróprio!

Essa rede entrebordada, faz troca de saberes e promove transformações pessoais e coletivas importantes no pensar, compartilhar e agir. Isso é poder! Isso é arte transformadora.

Que sobreviva a democracia criativa!

 

 

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Qual risco bordar? https://bordadoarte.matizesdumont.com/qual-risco-bordar/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/qual-risco-bordar/#respond Wed, 10 Feb 2021 12:25:59 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=801 Das boas lembranças de infância que tenho uma dela é a cômoda azul cheia de riscos antigos. Minha mãe bordadeira colecionou a vida inteira riscos para bordar. Copiava os desenhos das revistas francesas, italianas e ainda de livros e coleções especiais com belíssimos bordados. Foleava tais revistas e livros com tamanha curiosidade! Buscava incentivo para […]

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Das boas lembranças de infância que tenho uma dela é a cômoda azul cheia de riscos antigos.

Minha mãe bordadeira colecionou a vida inteira riscos para bordar. Copiava os desenhos das revistas francesas, italianas e ainda de livros e coleções especiais com belíssimos bordados. Foleava tais revistas e livros com tamanha curiosidade! Buscava incentivo para bordar a beleza e a diversidade no que via e vivenciava.

Bordou as holandezinhas e os moinhos, bordou as papoulas, as lanternas chinesas, as flores das cerejeiras do Japão, as flores do México, tantas outras flores imaginárias, árvores preferidas, pássaros e borboletas. Bordou gente, bichos e, sobretudo, bordou a alegria vivida, rodeada de filhos e da natureza que tanto aprecia.

Mamãe queria bordar o mundo! Bordou, riscou, reinventou e rebordou vida afora!

Sempre que me perguntam onde busco inspiração para fazer meus riscos a serem bordados, lembro me cômoda azul, da troca dos riscos que mamãe fazia com as amigas também bordadeiras e das revistas lindas e dos livros encantadores sobre bordados universais.

Tem um vasto e belo material disponível para bordar. Basta pesquisar, estudar, ir além dos riscos antigos achados na gaveta.

O mais legal disso tudo é planejar, escolher os temas, rever os significados e fazer seu próprio risco. É essa autoria que nos proporciona a elaborar riscos com a referência das memórias afetivas.

É essa autoria criativa que nos dá força e encantamento. É ela que é nos impulsiona a registrar o vivido, nossas lembranças e nossos desejos futuros com tecidos, agulhas e linhas.

Hoje, nós do Matizes Dumont não trabalhamos com as cópias de riscos. Acreditamos nas artes visuais como forte expressão criativa. Temos o privilégio de contarmos com a criação do Demóstenes Vargas, nosso irmão, artista plástico que elabora os riscos para bordarmos. Ele cria os desenhos e nos deixa com total liberdade  para bordarmos, acrescentarmos ao risco a nossa criatividade própria.

Martha Dumont, também risca e rabisca não só para nós do Matizes Dumont e do ICAD, nosso instituto cultural sediado em Minas, mas para bordadeiras e bordadeiros de todo o Brasil que borda seus meninos e meninas, seus bichinhos esquisitos e suas travessuras!

 

São momentos diversos para fazer a escolha do risco, do tema ou motivo. São situações onde a inventividade aparece e contribui para a peculiaridade do bordado.

Experimente você também a fazer o exercício da elaboração própria e criativa. Risque e rabisque suas memórias! Borde a sua resistência, a sua alegria, a sua resiliência, o seu mundo e o mundo que a rodeia.

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Saiba como é feita uma reprodução de arte https://bordadoarte.matizesdumont.com/saiba-como-e-feita-uma-reproducao-de-arte/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/saiba-como-e-feita-uma-reproducao-de-arte/#comments Fri, 05 Feb 2021 13:20:44 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=836 Olá, bordadeiras(os)! Hoje iremos falar um pouco sobre como funciona o nosso processo de reprodução das gravuras certificadas que vocês recebem em casa. O que é fine art? O termo “fine art”, que vem da língua inglesa, significa “belas artes”. Este termo pode ser aplicado às técnicas de arte, categorias de fotografia e também à […]

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Olá, bordadeiras(os)!

Hoje iremos falar um pouco sobre como funciona o nosso processo de reprodução das gravuras certificadas que vocês recebem em casa.

O que é fine art?

O termo “fine art”, que vem da língua inglesa, significa “belas artes”. Este termo pode ser aplicado às técnicas de arte, categorias de fotografia e também à impressão de arte (impressão fine art).

Outra nomenclatura muito usada para esta técnica é giclée. Um giclée é um processo de impressão por microjato de tinta mineral sobre um papel. É uma técnica recente desenvolvida com o avanço da tecnologia de impressão.  Vem ganhando muito espaço no universo da fotografia e artes visuais por sua qualidade.

A impressão fine art ou giclée tem um conceito amplo e que pode ser dividido em requisitos para que seja considerado um processo de arte, com qualidade de conservação museológica. O processo de impressão é feito a partir da obra de um artista, utilizando tinta de pigmento mineral e papéis de algodão. Existe todo um cuidado a cerca da qualidade da reprodução para garantir que tudo saia com a maior fidedignidade de cor possível em relação à obra. Este processo também proporciona uma durabilidade à obra, se conservada em condições ideias, de até 150 anos de duração.

Porque podemos considerar impressão fine art uma obra de arte?

Para além disto, uma obra de arte traz em si a visão, sentimentos, emoções do artista, reflete ricos momentos de criação. Assim, uma impressão de arte, deve ser entendida como uma das formas de expressão do artista e não uma simples cópia.

Além dele, diversos outros artistas famosos, produziram ou produzem edições limitadas como Fayga Ostrower, Osvaldo Goeldi,  Alfredo Volpi , Iberê Camargo e Lívio Abramo.  E  mais recentemente Lotus Lobo em Belo Horizonte,  Gilvan Samico e Eduardo Araújo em Olinda, dentre outros. Enfim, a reprodução é um recurso que está disponível por meio de várias técnicas para o artista explorar de forma criativa.

Para nós do grupo Matizes Dumont a ideia das gravuras surgiu em um contexto de democratização e acessibilidade à arte. Além disso, como uma forma diferente de nos expressarmos num conjunto de novas tecnologias disponíveis. Foi a união da ancestralidade com a modernidade. Uma combinação bonita de se ver.

 

 

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