Desafios dos Sentidos ao Bordar o Efêmero

Por que não brincar de bordar o efêmero?  

Clarinha brincando com as águas da Pacha Mama

O efêmero nos ensina a leveza de estar no mundo, a beleza do instante que não se prende ao tempo.  

Brincar de bordar o efêmero é considerar que nem tudo precisa ser fixo, duradouro, que há magia no transitório.  

Olha pra os ipês: florada intensa. Flor que desabrocha e se despede com o ventinho fácil do momento e que vem e vai. 

Ipê vem e passa, sendo uma ótima analogia de com o bordar o efêmero.

Luz do sol visita o ipê rosa. Foto: Franklim de Paula

O efêmero nos convida a viver com mais presença, mais intensidade o aqui e agora. 

Quando a gente brinca com o efêmero, permitimos que o inesperado e o imprevisível entrem em nossa vida.  

É um exercício de desapego, de renovação constante, de entender que o que passa também deixa marcas, mesmo que invisíveis.  

No bordado, ao desmanchar e refazer, também brincamos com o tempo, criando e recriando a partir da impermanência. O efêmero nos faz lembrar que a vida, como o bordado, é feita de momentos que podem ser refeitos, transformados e apreciados em sua essência.  

Aprenda a bordar o efêmero com o Clube Matizes do Bordado.

Ponto Matizes sendo apresentado no Clube Matizes do Bordado.

E se somos afetados pela Arte, o bordado como uma das linguagens da Arte nos afeta de corpo todo mobiliza todos os sentidos:  

A linha tem cor, cheiro de coisa nova ou de coisa guardada amorosamente, tem textura que faz barulhinho no tecido  onde trama emoções, lembranças.  

A cor tem gosto de flor, de capim cidreira, como o sorvete de  geleia de tangerina e flores de ipê amarelo, invenção aqui de Brasília mesmo.  

O Cerrado e o Bordado Livre

Cega Facão em Brasília. Foto: Mara Oliveira.

Assim de corpo todo eu bordo e me bordo, desmancho, rebordo. Esse pode ser o caminho das transformações, da superação.  

A Arte é amiga íntima do olhar, dos sentidos e da sensibilidade, é diálogo entre você, linhas e pespontos, agulhas correndo solta pelo campo aberto do tecido. Movimento que dá a você o direito ao avesso, ao improviso e à liberdade. 

Aprenda a bordar o efêmero com o Clube Matizes do Bordado.

Flores bordadas no Clube Matizes do Bordado.

E depois muita gente me pergunta se o bordado é terapêutico! A resposta é sim!  Bordado livre é conquista, reconquista, é resistência, é Promoção da Saúde. 

Brasília, 08/10/2024

assinatura Marilu Dumont 

 

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