Que mulher é essa que se comemora hoje? Mulher que transborda na vida? Aquela que dá a luz a seres e sonhos? Que não desiste de ser e de aventurar-se nas lidas diárias? Mulher que passa em silêncio, que abre caminhos da vida, que se entrega, se arisca em amores vãos ou amores perfeitos? aquela que se submete? A Pachamama ou Mãe Terra, a menina atrevida, a “Moça Tecelã” ou a “Moça Bordadeira”, aquela que passa correndo com ventos e lobos, com veias bordadas em labirinto? É a mãe e filha das águas?

Obra: Mandala de Orixás
Seria ela um recado amoroso em fios d’água – novelos fluidos que se desenrola para os jardins possíveis só para se encantar? Pela mão dela a vida flui cheia de cores e novos alumbramentos, e como as árvores é incansável ser que borda águas? ou será a Moça Entrebordada entre tantas cores, pontos e alinhavos que vão além da imaginação solta para bordar a si mesma?
Sua presença na vida é inspiração capaz de abrir as meadas da rotina, revelando possibilidades tão encantadoras quanto as mais antigas ou contemporâneas. É mulher que transborda na vida em pequeninos gestos como um caleidoscópio girando cacos de vidro colorido – como se cada sutil movimento fosse um convite para explorar horizontes a se revelar.

Obra: Libertad
Essa é a mulher – um ser multifacetado, capaz de se inspirar, sair do “Círculo do Bastidor” e transformar não apenas a si mesma, mas também o mundo ao seu redor. De repente ela é a luminosa Aurora e transborda. É dia brotando e expansão da vida e no andar pelo mundo. Pelas mãos desse Ser Feminino, bonitezas podem ser reveladas para romper com o “círculo do bastidor” e ocupar seu lugar no mundo. Muitos são os movimentos da moça entre claro-escuros da vida. Em sua dança do árduo cotidiano a menina atrevida, a moça que se arrisca, a mulher entre silêncios cheia de coragem vai descobrindo o não dito: sua própria forma de ser feliz.

Obra: Dançando
Sombra ou iluminação, sépia ou grão de mostarda que se transforma em broto: somos todas elas!
Para Mara Régia e outras bravas meninas de sorriso largo
Brasília, 08 de março de 2024
“Mulher que transborda”, que transcende, que respeita e merece ser respeitada!!!
Essa mulher somos nós!
E o nosso dia são TODOS OS DIAS!
Não apenas um dia, instituído para tentar ocultar aquele dia fatídico ou tantos outros de feminicídios e desrespeitos!!!
8 de março, será sempre para mim um DIA DE LUTO E LUTAS!!! Mas, também de VIDA E GRATIDÃO, como todos os outros nossos dias!
Marilu Dumont, serei sempre grata por você nos mostrar que “A beleza vencerá”!
Lindo texto. Seus textos são como presentes, Marilu.
Belíssimo texto. Um presente para todas nós! ❤️