Um convite a transformar o bloqueio criativo em alegrias e prazer de criar
Antes mesmo da agulha tocar o tecido, muitas bordadeiras já sentem o nó na alma.
Você já parou diante de um pano em branco, desejando bordar, mas sem conseguir começar?
Esse travamento não é preguiça. Não é falta de talento.

É, muitas vezes, o excesso — de cobranças, de expectativas, de ruído interno.
Vivemos sob uma pressão constante para que tudo seja belo, útil, postável.
Mas quando o bordado vira obrigação, a leveza se desfaz e a criatividade silencia.
Quando foi a última vez que você bordou sem se preocupar com o resultado? Sem se preocupar com agradar ou demonstrar alguma coisa?
Perceber o que trava as suas mãos é o primeiro passo para se reconectar com o seu desejo de criar. Com aquilo que te move.
A sociedade do cansaço e nas nossas expectativas
Faço aqui um convite a compreender o que paralisa nossas mãos, e mais importante, a reencontrar a alegria de bordar só por prazer, com liberdade para as descobertas, afeto e acolhimento ao inesperado.
Nem o bordado escapa da produtividade?
Às vezes o tecido está ali, riscado. As linhas escolhidas. O desejar vivo de criar.
E ainda assim nada acontece.
Por quê?
Na “sociedade do cansaço”, como diz o filósofo Byung-Chul Han, até o lazer precisa ser produtivo.
Somos exigidas o tempo todo a sermos eficientes, até mesmo quando estamos criando.

A bordadeira então se vê refém de frases como:
• “Preciso que fique lindo.”
• “Preciso terminar logo.”
• “Preciso mostrar que me esforcei.”
E, claro, o bombardeio das redes sociais não ajuda — vitrines impecáveis onde tudo parece mais bonito, mais rápido, mais certo. Como lembra Mark Fisher, hoje nem precisamos de vigias externos: nós mesmas nos policiamos o tempo todo.
O resultado é a dificuldade para nos engajarmos em atividades significativas, até o bordado, que poderia ser um refúgio, se transforma em mais um motivo para se sentir inadequada.
Entre o prazer de criar e o medo

A criatividade precisa de espaço.
Mas a nossa rotina apertada, a exaustão emocional e o medo de errar nos afastam do simples prazer de criar.
Surge o tédio. O cansaço. A dúvida.
O medo de começar e não dar conta. De perder tempo. De não ser “bom o suficiente”.
A paralisia que sentimos diz muito sobre a lógica que nos envolve: até o que era para ser alívio virou mais uma tarefa a cumprir.
E se você bordasse só por prazer?
Adiar o bordado não é falha. É um sinal.

Um convite a escutar o seu tempo interno.
A dica é que a chave para superar a procrastinação no bordado não tem a ver com ser mais disciplinada ou aplicada, mas com ser mais gentil consigo mesma.
A bordar sem pressa, sem metas, sem plateia.
Permitir-se bordar sem justificativa — só porque sim.
Porque bordar pode ser também um ato de liberdade, um gesto de resistência silenciosa diante do mundo que grita por produtividade.
Quando o fazer se liberta da obrigação, o bordado volta a ser o que ele é: um espaço íntimo de expressão e cuidado.
E mais: estudos mostram que as práticas artísticas e manuais, feitas com regularidade, estão ligadas à melhora do bem-estar, à redução do estresse e ao aumento da alegria de viver.
Ou seja: bordar por prazer é também um jeito de se cuidar.

Da pausa ao ponto: Um o convite a leveza do bordado
Da próxima vez que sentir bloqueio, faça um pacto consigo mesma:
“Vou bordar sem pressa, sem destino e sem querer provar nada a ninguém.”
Só você, a linha, o silêncio e a liberdade de criar sem justificativas.
E se quiser aprofundar neste caminho, leia bem assim: “Bordado Livre e sem destino: Descubra beleza no incerto”
Um texto que fala da beleza de arriscar-se criativamente ao bordar mesmo sem saber onde se vai chegar.

Três passos para destravar hoje mesmo:
1. Escolha uma linha e um tecido qualquer. E comece.
2. Dê três pontos — tortos, improvisados, do jeito que vier. Sinta o prazer do gesto.
3. Aproveite e desligue o celular, respire fundo. Dê a si mesma o presente de estar inteira nesse momento.
O bordado não precisa ser belo, útil ou perfeito.
Ele só precisa ser seu.
E quando isso acontece, alinhavamos algo maior: a reconexão com a nossa própria liberdade de criar.

Brasília, 24 de julho de 2025.
Se você quiser dar os primeiros passos para resgatar o prazer de criar no bordado, com leveza, afeto e liberdade, eu te espero na…

Como é a oficina?
- Oficina Presencial em Brasília.
- Um grupo pequeno, intimista e acolhedor (máx. 10 pessoas).
- Guiado por Marilu Dumont — psicóloga e bordadeira.
Próximo encontro:
📅 Dia 02 de agosto
📍 Brasília
⏳ Vagas limitadas
Quer reservar o seu lugar na roda?







