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Arquivos bordado artístico | Blog Matizes Dumont https://bordadoarte.matizesdumont.com/tag/bordado-artistico/ Tudo sobre artes visuais e bordado como linguagem artística Sun, 04 Aug 2024 13:04:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://bordadoarte.matizesdumont.com/wp-content/uploads/2021/12/cropped-logo-matizes-150-32x32.png Arquivos bordado artístico | Blog Matizes Dumont https://bordadoarte.matizesdumont.com/tag/bordado-artistico/ 32 32 O que pode ser feito com conhecimentos básicos de bordado https://bordadoarte.matizesdumont.com/o-que-pode-ser-feito-com-conhecimentos-basicos-de-bordado/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/o-que-pode-ser-feito-com-conhecimentos-basicos-de-bordado/#comments Tue, 14 Feb 2023 18:07:49 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=2977 [et_pb_section fb_built=”1″ _builder_version=”4.12.0″ width=”100%” max_width=”100%” custom_margin=”0px|0px|0px|0px|true|true” custom_padding=”0px|0px|0px|0px|true|true” global_colors_info=”{}”][et_pb_row _builder_version=”4.12.0″ background_size=”initial” background_position=”top_left” background_repeat=”repeat” width=”100%” custom_padding=”0px|0px|0px|0px|true|true” global_colors_info=”{}”][et_pb_column type=”4_4″ _builder_version=”3.25″ custom_padding=”|||” global_colors_info=”{}” custom_padding__hover=”|||”][et_pb_text _builder_version=”4.12.0″ background_size=”initial” background_position=”top_left” background_repeat=”repeat” custom_margin=”|0px||0px|false|true” custom_padding=”|0px||0px|false|true” global_colors_info=”{}”] Que o bordado à mão pode ser aprendido por pessoas de qualquer idade, não é novidade. Mas é muito comum que ao iniciar o aprendizado no bordado ou […]

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Que o bordado à mão pode ser aprendido por pessoas de qualquer idade, não é novidade. Mas é muito comum que ao iniciar o aprendizado no bordado ou pelo menos ao pensar em começar, muitas pessoas coloquem dúvidas sobre a própria capacidade e se questionam quanto tempo levarão para bordar peças bonitas.

Então a conversa de hoje será sobre isso, afinal, o que pode ser feito com conhecimentos básicos de bordado? Continuem a leitura e vamos descobrir juntos!

Foto de linhas e folhas

O limite não está no bordado

O primeiro ponto dessa prosa que devemos discutir é que o bordado não deve ser visto apenas como instrumento destinado para produção de peças utilitárias, pois ele é uma linguagem de expressão artística tão poderosa quanto outras artes, tais como pintura, escultura, música, dentre outras vertentes culturais.

O bordado é capaz de ser objeto de transformação tanto para quem o borda, quanto para quem o observa, pois o resultado final da peça bordada pode transmitir mensagens, despertar memórias ou fazer brotar sentimentos.

Pessoa na exposição de obras bordadas

Quando você enxerga o bordado como linguagem poderosa que ele é, você entende que não se deve limitá-lo a nada. No bordado livre, praticado e ensinado pelo Grupo Matizes Dumont, você é encorajado(a) a misturar diversos tipos de materiais, como linhas de algodão com de lãs, unir pinturas aquarelas com bordado à mão e muitas outras possibilidades.

Uma peça de arte não precisa de muitos pontos

Ao começar a aprender o bordado à mão, muitas pessoas pensam que devem aprender o maior número de pontos possíveis, pensando que isso o fará sair do nível de iniciante, porém quem disse que precisa saber muitos pontos para criar lindas peças bordadas?

Se você pretende aprender a bordar, precisa entender que pontos não determinam quão avançado é seu conhecimento e sim o que você consegue fazer com eles. Veja a obra abaixo, observe que ela foi feita com pouquíssimos pontos.

 

Obra: Exercício de Ser Criança - Pipas. Coleção: Brincadeiras - Crianças

Obra: Exercício de Ser Criança – Pipas. Coleção: Brincadeiras – Crianças

Buscar aprender muitos pontos não é o melhor caminho para levar você a criar peças bem elaboradas e que expressem sua mensagem, assim como saber todas as notas músicas não é suficiente para compor uma melodia.

O maior desafio no processo de criação, é a inspiração.

Na metodologia de ensino (A)Bordar o Ser, desenvolvida pelo Grupo Matizes Dumont, os alunos são estimulados a desenvolver sua criatividade, encontrar inspiração, confiar na intuição, aplicar sua personalidade na peça e até criar seus próprios pontos, por que não?

Mão bordando

Inclusive, no módulo Ver, sentir, registrar e bordar o seu projeto, do curso Arte e Bordado para Iniciantes, é explorado a importância da sensibilidade e da natureza na criação de projetos bordados, afinal, esse são tópicos importantes no desenvolvimento da sua peça.

Para ilustrar como nossa metodologia de ensino funciona, vamos voltar no ano de 2021, quando fizemos um minicurso de iniciação ao bordado livre, com apenas 3 aulas ao vivo e ele resultou em diversos bordados lindíssimos, veja abaixo.

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Considerando todas as décadas ensinando bordado livre, temos plena certeza que qualquer pessoa é capaz de criar peças lindas com bordado à mão, independente do nível de experiência nessa atividade. Para criar coisas belas, basta querer. Assim funciona com qualquer arte. Para bordar, é só começar. Vamos tentar?

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Curiosidades sobre um bordado Dumont: Festa na beira d’água https://bordadoarte.matizesdumont.com/curiosidades-sobre-um-bordado-dumont-festa-na-beira-dagua/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/curiosidades-sobre-um-bordado-dumont-festa-na-beira-dagua/#comments Fri, 20 May 2022 22:20:31 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=2028 Com intenção de contextualizar nossas obras e aproximá-las das pessoas com afetividade e emoção, recomeçamos a apresentá-las agora em 2022. O destaque de hoje é a obra “Festa na beira d’água”, que faz parte da coleção Entre Rios – Entre Nós. Curta cada história conosco. Para nós, Grupo Matizes Dumont, que crescemos  entre rios e […]

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Com intenção de contextualizar nossas obras e aproximá-las das pessoas com afetividade e emoção, recomeçamos a apresentá-las agora em 2022. O destaque de hoje é a obra “Festa na beira d’água”, que faz parte da coleção Entre Rios – Entre Nós. Curta cada história conosco.

Para nós, Grupo Matizes Dumont, que crescemos  entre rios e cerrado, toda a natureza é uma festa do olhar e dos sentidos. Uma festa que acontece em linhas harmoniosas e circulares na mesma mandala da vida –  entre começos e recomeços flores murcham, fogo arde, sementes brotam e todos os seres criam sintonias em azuis da água. Lembro bem dos olhos d’água  que nascem entre buritis e o ocre do barro das veredas –  são os mesmos que nos comovem, correm pelas pedras e se encachoeiram alegria. É tudo festa de sentir, falar, cuidar e bordar!

Obra: Festa na beira d'água. Coleção: Entre Rios - Entre Nós

Obra: Festa na beira d’água. Coleção: Entre Rios – Entre Nós

A origem da água e da vida são fluídas, intensas. Festejar ao redor da água e com a água é celebrar a vida.

Essa tela mostra a beleza  de ribeirinhos em volta de uma árvore  bem na beira do seu rio. Ela foi criada num contexto de sons do mato, do vento, da alegria. É uma intensa representação da vida e da paisagem por “onde andou meu coração”, por onde transita a memória. Feita com emoção, benquerença, simboliza o aconchego, a alegria, vida. Festa de amor em vibrantes fios da água mais pura, leve, corrente e fluida.

Obra: Festa na beira d'água. Coleção: Entre Rios - Entre Nós

Obra: Festa na beira d’água. Coleção: Entre Rios – Entre Nós

Escolhemos para bordar linhas e fios de algodão por onde entremeia a luz da seda para a desta dos sentidos.

Um tempo depois virou capa de um belo disco do também ribeirinho Guarabira. A alegria foi do tamanho de nosso entusiasmo ao bordar cada ponto no pano em azuis.

A festa deveria mover nossa vida, nosso olhar, cada gesto na dança da vida para dias mais brandos, de cuidado, afeto, zelo e ternuras – as mais antigas.

Abraços em fios de celebrar a vida!

assinatura Marilu Dumont

 

 

 

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A beleza da aproximação com a arte – Carta às bordadeiras https://bordadoarte.matizesdumont.com/a-beleza-da-aproximacao-com-a-arte-carta-as-bordadeiras/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/a-beleza-da-aproximacao-com-a-arte-carta-as-bordadeiras/#comments Mon, 09 May 2022 14:50:36 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=1970 Vou trazer alguns pontos que permitem reflexões sobre o saber estético e artístico, tais como nossa percepção, produção e apreciação na arte do bordado. Percepção, imaginação e liberdade A arte pode ser uma forma de transformação da experiência do vivido em objetos que demonstrem sensação, percepção e imaginação. A arte acompanha assim a evolução pela […]

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Vou trazer alguns pontos que permitem reflexões sobre o saber estético e artístico, tais como nossa percepção, produção e apreciação na arte do bordado.

Mãos Sábias de Brumadinho – Foto Marilu Dumont

Percepção, imaginação e liberdade

A arte pode ser uma forma de transformação da experiência do vivido em objetos que demonstrem sensação, percepção e imaginação. A arte acompanha assim a evolução pela qual o mundo passa.

Peça de vitral Demóstenes Dumont Vargas Filho 2021

A arte é plural, mesmo que o artista se inspire em tradições e ícones do passado – ainda assim ele inaugura algo novo por ser livre e autossuficiente.

Inventibilidade e aliança entre arte e natureza

A Inventibilidade é algo importante na criação de algo novo. Cópias tolhem e são piores que o original. Crie você mesmo, solte sua imaginação, pratique uma aliança entre  arte e natureza! Experimente a arte por toda parte, dentro e fora de museus, entre alvas paredes das salas e entre delicadezas.

Grupo Carroça de Mamulengos – CE

Teatro, dança, música, pintura, poesia, literatura, tecelagem, cerâmica e os bordados, claro!

Viva a poesia, a fantasia, inspire-se numa volta às fontes!

Fontes primitivas. Como disse Vitor Hugo “É a mesma seiva espalhada pelo solo que produz todas as árvores da floresta, tão diversas quanto ao porte, aos frutos e a folhagem. É a mesma natureza que fecunda e nutre aos gênios mais diferentes”.

Bordado Dumont – Foto Marilu Dumont

Bordado Dumont – Foto Marilu Dumont

Observe os gênios da pintura e da arte em geral. Esse convívio vai fazer bem a você e servir de inspiração.

E o bordado?

O bordado é feito de ritmos, das experiências, crenças, sensações da bordadeira (o). O produto criado está impregnado de histórias do vivido.

Mãos de Brumadinho – Foto Marilu Dumont

Mesmo que a pessoa que borda não tenha a intensão de dizer algo, no momento exato os dedos perfuram a trama do tecido, fluem, contradizem, transfiguram o campo a ser bordado e criam algo novo.

Árvore da Vida – Especial bordado Demóstenes Dumont Vargas Filho 2022

Permita-se escolher suas próprias fontes e cores, percorra as linhas do encantamento.

Bordado Dumont – Foto Marilu Dumont

Todos somos capazes  de produzir trabalhos belos, harmoniosos e até mesmo sublimes.  Acredite! Isso é possível, desde que deixe sua sensibilidade e ousadia brotar!

O exercício da arte de bordar (como em todas as artes) é solitário e ainda assim pode ser coletivo, o que enriquece a experiência.

Foto Oficina Martha Dumont

Nos múltiplos momentos podemos  nos maravilhar com o poder da criação; seja como autores, espectadores, somos convidados a ser um e todos, e principalmente a viver o presente.

Por isso: carpe diem (ou curta o momento) ao fluir e fruir do seu momento de convívio com a arte!

Demóstenes Dumont Vargas Filho

 

 

 

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Bastidores da obra bordada: Mulher que borda águas https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidores-da-obra-bordada-mulher-que-borda-aguas/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidores-da-obra-bordada-mulher-que-borda-aguas/#comments Tue, 22 Mar 2022 15:50:48 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=727 Tempo de bordar água e vida no coração Meu interior aflora No destino de ser água Que o Sol evapora Pra depois chover Ofereço a minha vida Derramada em cachoeiras (Hilton Accioli – Espelho De Água)   Para celebrar esse dom que a água generosamente nos dá, rebordei esse texto e selecionei a tela “Mulher […]

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Tempo de bordar água e vida no coração

Meu interior aflora
No destino de ser água
Que o Sol evapora
Pra depois chover
Ofereço a minha vida
Derramada em cachoeiras
(Hilton Accioli – Espelho De Água)

 

Para celebrar esse dom que a água generosamente nos dá, rebordei esse texto e selecionei a tela “Mulher que borda águas”, onde a mulher pesponta suas águas, sonhos e esperanças em intensidade de cores e movimentos.

Mulher que Borda Águas

Senhora de vales e montanhas, brejos, pés de serra, a água segue bordada nesta obra em sua poética fluida, com suas incríveis cantigas, murmúrios, risadas de cachoeira. Leve e sem forma, percorre o chão em meandros. Em sua carreira dissolve e rola pedras, pedrinhas, infiltra em fenda de qualquer tamanho e brota nas veredas depois da chuva. Assim, a “Mulher que Borda Águas” é a própria água nas representações em pontos soltos e leves, escorrendo em abundância tantos azuis sobre amarelos.

A origem da vida é fluida e líquida.

Milagre das águas - Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

Milagre das águas – Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

A base de toda vida tem seu comecinho na forma sem forma da água. Interessante dar uma paradinha nessa reflexão…

A maior parte da água do planeta está oculta em misteriosos mundos subterrâneos, ou infiltrada em terrenos matizados de areia, cascalho e limo. A água nasce quieta em olhos d´água e ganha mundo em jornada incansável. Se for predestinada a ser cachoeira, ela deixa o silêncio de lado e flui na sua cantiga em alegrias, bordando vidas por onde passa. Quando se encachoeira, perde a timidez do corguinho e borbulha fogosa em estrondosas quedas. E tem as águas tão internas que são nossas veias a regar nossa alma e humanidade.

Levemente faceira ou perigosamente empolgada, revela-se líquida, pode ficar sólida e ainda sabe evaporar quando se enamora de nuvens, dançando ciclos amorosos de muitas vidas.

E quanto mais essa prosa fala de água, mais é possível perceber os aspectos comuns entre a mulher e a água.

Mulheres e águas – Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

Mulheres e águas – Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

O dom da vida, a adaptabilidade no exercício de múltiplos papéis na sociedade, a versatilidade de poder se renovar e ser feminina em diferentes vozes e faces de menina, moça ou mulher.

Pelas mãos da mulher, a vida transborda cheia de iluminações, cores e novos alumbramentos. A mulher, como as árvores, é incansável ser que borda águas para o renascer da vida. Mulher, Água, Árvore. Elas se organizam em forte pacto pela VIDA, sem medo como a moça barranqueira que sabe que “a margem é bonita, mas a correnteza é forte”.

Obra: Mulher que Borda Águas. Coleção: Mulheres - Sagrado Feminino

Obra: Mulher que Borda Águas. Coleção: Mulheres – Sagrado Feminino

Está com a tela “Mulher que borda águas” em sua frente? Vamos observar essa cumplicidade mulher e água. Tente absorver o semblante concentrado dessa mulher que borda fios d´água. Sinta a dança espiralada que emana de suas mãos tranquilas e atentas…veja como essas mãos bordam águas azuladas e céus amarelados. Há azuis nos amarelos e amarelos nos azuis. Imagem da doce mistura. Da diversidade que cria mundos sem fim. Nos fios que se alinham, um jarro florido reafirma a vida, a beleza das flores, a esperança de belos amanhãs!

Sabemos de nossa inconsciência quanto à urgência de fazer uso sustentável da água. Essa consciência é bordada no coração: água como bem querer, água como bem comum!  Ponto a ponto precisamos nos educar sobre esses valores, citados por Vera Catalão em publicação de 2018, num caderno do Projeto Entre Rios . Enquanto reduzirmos a água a um mero ‘recurso hídrico’, deixaremos de pensar nela com a reverência condizente à grande dama da Vida.

Vamos fazer um ajuste consciente na forma como nos relacionamos com a água?

Desenho Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

Desenho Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

Inspire-se na “Mulher que borda águas” e tome emprestado seu espírito por uns dias. Toda vez que lavar as mãos (e temos lavado muito nestes tempos!), sinta que sua pele é tocada por uma divindade de primeira grandeza. Conecte-se com ela ouvindo a música que ela toca ao jorrar livre da torneira. Valorize e honre cada gota sem desperdício algum.

Desenho Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

Desenho Demóstenes Dumont Vargas Filho 2018

Em outro momento, prepare um banho de ervas – se possível, ervas frescas. Se quiser banho de limpeza, use manjericão ou arruda. Se preferir energizar-se, use alecrim. Macere as folhas e adicione água morna aos poucos, em quantidade suficiente para molhar dos pés à cabeça. Em cada fio de água que descer pelo corpo, sinta gratidão pela vida e deixe ir embora o que não deve ficar.

Neste dia em que celebramos a água, fica aqui o nosso chamado para a proteção de cursos d´água e nascentes.

Gente que borda entre rios cresce quando se junta!

 

 

 

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Bastidores da obra bordada: Danças da vida https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidores-da-obra-bordada-dancas-da-vida/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidores-da-obra-bordada-dancas-da-vida/#comments Fri, 18 Mar 2022 15:14:08 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=1176 Mês das mulheres e das águas, tempo de bordar auroras… Para este mês da mulher, escolhi reenviar algumas telas para principiar uma prosa e contar o motivo que pulsou por trás da dança entre agulhas e linhas, em cada um desses bordados de imagens femininas. Vou começar pela moça Aurora, na obra “Danças da Vida”, […]

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Mês das mulheres e das águas, tempo de bordar auroras…

Para este mês da mulher, escolhi reenviar algumas telas para principiar uma prosa e contar o motivo que pulsou por trás da dança entre agulhas e linhas, em cada um desses bordados de imagens femininas. Vou começar pela moça Aurora, na obra “Danças da Vida”, bordada em intensos amarelos e cores iluminadas.

Esta obra foi criada para ilustrar o livro A MOÇA TECELÃ, da Editora Global, de autoria de Marina Colasanti, que ganhou o Selo de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ.

Imagem editada da obra Danças da Vida

Pelas mãos da mulher são criados novos movimentos, bonitezas que se espalham pelos mundos. Observem a intensidade dos fios de Aurora, essa cor de dia brotando e se desnovelando pelo céu e chão. Aurora é expansão da vida e do andar tecendo belezas, puxando os fios de sol mais lindos que se pode alcançar. É “pedra de amolar”, despertando sentidos para avessos e recomeços. É jardim colorido como recado de esperança. Vamos bordar e rebordar auroras em nosso dia a dia? Vamos amolar nossos toás internos?

Já estamos em março e, pensando bem, ainda é tempo para se escancarar portas e janelas em movimentos de expansão da criatividade e abertura para descobrir o novo, muito bem representado pela Aurora na nossa tela Dança de da Vida.

Recorte da obra Dança da Vida

Bordamos belezas desde crianças…belas águas, belas pessoas, belas paisagens, belo viver! Nosso trabalho, em 36 anos, é uma bordação com fios das bonitezas. Entendemos que Aurora é um mundo de possibilidades…

Nosso convite é: venha com a gente, neste mês, bordar auroras no dia a dia… auroras em nosso pensar e em nosso agir. Vamos puxar mais o fio da fé, da confiança, inspirar-se sem medo em novos ideais e ser mais persistentes, intensas como o sol que se irradia para todos.

Abraços entrebordados com fios d’água.

assinatura Marilu Dumont

 

Publicado em: 18/03/2022
Atualizado em: 07/03/2023

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Bastidores da obra bordada: Mulher e seu jardim https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidores-da-obra-bordada-mulher-e-seu-jardim/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/bastidores-da-obra-bordada-mulher-e-seu-jardim/#comments Fri, 18 Mar 2022 03:16:46 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=738 Harmonias e as cores na obra Mulher e seu jardim Anteriormente, em outro artigo, eu trouxe os amarelos e cores da Aurora na tela “Danças da Vida”. Hoje continuo com os tons brilhantes, agora revelando secretos contrastes em tantas harmonias de vida e de cores na tela “Mulher e seu Jardim”. Essa obra que foi […]

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Harmonias e as cores na obra Mulher e seu jardim

Anteriormente, em outro artigo, eu trouxe os amarelos e cores da Aurora na tela “Danças da Vida”. Hoje continuo com os tons brilhantes, agora revelando secretos contrastes em tantas harmonias de vida e de cores na tela “Mulher e seu Jardim”.

Essa obra que foi criada em 2016, é muito atual nesses tempos de bordar jardins possíveis. A mulher em sua delicada fortaleza foi bordada sobre tramas tecidas de tear mineiro. As cores iluminadas em ocres e amarelos, os fios naturais de algodão e lãs brasileiras e importadas, e outras linhas em diversas texturas.
Foi pela primeira vez exposta em Tiradentes- MG, no Espaço Cultural Ivens Alves. A técnica utilizada foi o bordado livre, sob os desenhos de Demóstenes Dumont Vargas Filho.

Em “Danças da Vida”, o sol encobriu a lua e escondeu as estrelas da noite para anunciar o dia, inspirando os alegres movimentos da jovem Aurora. Na tela de hoje, a mulher se mostra em quietude, bordando e tecendo em plena calma e harmonia com o Todo. Fio por fio, semblante nobre, atento e reverente ao ato de criar – um convite à contemplação, reflexão e quem sabe à ação, representada pela pequena agulha e linhas em movimentos de construir!

Faça isso esta semana: escolha uma música suave e contemple esse bordado por alguns minutos. Lembre-se de Aurora, moça da tela anterior “Danças da Vida”, das cores aquecidas pela força do amanhecer. Depois contemple a “Mulher e seu Jardim” – a mulher confiante na Vida, dona da paciência necessária às tecelãs de jardins sem fim. Mulher estável – como um tronco de árvore. Note como ela emana a sabedoria de quem conhece os tempos de Gaia. A tranquilidade de quem sabe que frutos e flores não conhecem pressa e só vêm no devido tempo.

Obra: Mulher e seu Jardim. Coleção: Mulheres - Sagrado Feminino

Obra: Mulher e seu Jardim. Coleção: Mulheres –
Sagrado Feminino

A imobilidade aparente dessa mulher é, na realidade, expressão de leveza dentro da matéria – matter, matriz, mãe. Ela não está parada. Ela é o eixo, é mãe que borda vidas. Suas mãos fazem a dança criativa do sem começo e do sem-fim. Mulher geradora de vida, tecelã de cumplicidades com a Grande Mãe… ambas a tecer infinitos fios coloridos de amor e beleza, viajantes cósmicos que nutrem a Teia da Vida.

Puxo, agora, o fio da mulher na História. Seu percurso entrebordado de batalhas, muitas derrotas e outras tantas vitórias. Mulheres líderes, desconhecidas ou não, e que fazem suas luzes brilharem noite e dia no firmamento do eterno – feito estrelas ou como centelhas ocultas, caçadoras de brechas nos mais escuros recantos de mentes e corações acinzentados. Lá estamos nós – decididas e encantadas, luzindo mundos, em silencioso diálogo com os fios que desnovelam meadas de jardins possíveis.

Foto Marilu Dumont – 2022

Foto Marilu Dumont – 2022

Nessa doce bordação de jardins possíveis, sempre nascerá uma menina talentosa, de coração novo e todo verde de esperança! Sempre haverá o impulso de bordar auroras e tecer belos jardins. Você e eu estamos nessa ciranda de mulheres que bordam seguindo a força do rio que flui. Das margens só levamos lembranças…que sejam, então, buenos recuerdos.

O significado da obra

A obra “Mulher e seu Jardim” é cheia de simbolismos e significados e me toca muito. Fascina pelo sentido de harmonia, serenidade, mas também porque o resultado do bordado mostra claramente que a visão de bordadeira escolheu cores gostosas de se percorrer com o olhar. Harmonia, equilíbrio, concórdia… amarelos e laranjas em fortes caprichos salpica de luzes azul, lilás e verde. Os tons conversam entre si e resultam no que chamamos de “Harmonia Tríade”, presente em cada cantinho deste bordado.

Mulher e Seu Jardim. Coleção Mulheres - Sagrado Feminino

Fazer harmonia tríade uma surpresa da bordadeira, que buscou na memória afetiva os atraentes contrastes entre cores frias e quentes. Encontrou, nas lembranças, o lugar aonde os azuis combinam brincadeiras com amarelos e ocres, contagiando o cinza que se anima todo com os tons de terra do chão do cerrado. As cores escolhidas estão em posição triangular no “Círculo Cromático”, aquele círculo impressionante onde as cores se arrumam para nos oferecer opções de infinitas composições para nossos fios. E eles são tantos!…

Os fios que temos são os talentos que recebemos. Pare e pense comigo: meus fios estão organizados? O que estou bordando, tecendo? que novas tramas estou urdindo? Onde e como estão os meus jardins? Estou bordando, em meu próprio coração, as sementes de um novo tempo? Perguntar é como dar uma agulhada pra espantar a inércia, serenar a mente e avançar no caminho. Vamos lá, queridas mulheres bordadeiras e tecelãs de jardins encantados – nossas agulhas não podem parar! Quando sentir esmorecer, dá uma olhadinha na “Mulher e seu Jardim”. Respire sua força e capture de suas mãos um dos fios brancos de luz pra luzir seu coração!

assinatura Marilu Dumont

 

Atualizado em: 10/03/2023
Publicado em: 18/03/2022

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Bordado e o cuidado na depressão https://bordadoarte.matizesdumont.com/bordado-e-o-cuidado-na-depressao/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/bordado-e-o-cuidado-na-depressao/#comments Thu, 24 Feb 2022 21:25:36 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=1005 “A arte é a linguagem natural da humanidade e representa um caminho de conhecimento da realidade humana”. Essa afirmação de Fayga Ostrower nos remete à nossa experiência com o bordado e a Promoção da Saúde em sua dimensão da subjetividade. A prática com o bordado livre nos faz acreditar que a arte é mesmo um […]

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“A arte é a linguagem natural da humanidade e representa um caminho de conhecimento da realidade humana”. Essa afirmação de Fayga Ostrower nos remete à nossa experiência com o bordado e a Promoção da Saúde em sua dimensão da subjetividade. A prática com o bordado livre nos faz acreditar que a arte é mesmo um caminho de superação e de transformações pessoais e coletivas.

Anônimo Ouro – Foto Marilu Dumont fevereiro 2022

Não é de hoje que o bordado apoia pessoas em situação de sofrimento em razão de transtornos psicológicos em todo o mundo. Ao longo dos anos de trabalho e escuta sensível do Grupo Matizes Dumont chegam relatos que comprovam a efetividade dessa prática na promoção da saúde mental. Segundo jornais como The New York Times e Folha de São Paulo, estudos desenvolvidos pelo médico cardiologista Herbert Benson – Prof. de Medicina Integrativa de Harvard, relacionam as práticas de ofícios que envolvam a manualidade com o bem-estar psicológico.

O Brasil é o segundo país das Américas com o maior número de pessoas depressivas, segundo a Organização Mundial da Saúde. São 5,8% da população que por diversas razões adquiriram depressão com o passar dos anos.

Indizível tecelagem – João Cândido Villares – Foto Marilu Dumont fevereiro 2022

O processo saúde-doença relacionado a esses transtornos acima é complexo e tem muitas causas e combinações, que vão desde fatores genéticos, ambientais, psicossociais até a constituição do sujeito enquanto pessoa inserida em uma sociedade com diferentes valores e fontes de pressão sobre ele.

Esse mesmo sujeito muitas vezes é impactado com a produção em série, padronização do trabalho, com a complexidade do mundo – mundo das informações instantâneas. Viver em meio a esse conjunto de situações pode afetar as relações consigo mesmo e com o outro e carece que se adote estratégias para a superação dos desafios ou até mesmo para conviver com um transtorno vida-a-fora. Na atualidade e em tempos de pandemia todos nós precisamos encontrar caminhos para nos aproximarmos da beleza, da vida saudável, da alegria nas pequenas coisas. Coisas que passam despercebidas e para as quais muitas vezes nem se presta atenção.

Luzes e tramas – Foto Marilu Dumont fevereiro 2022

Cadê o tempo para apreciar o belo, para a expressão da criatividade, para o fazer com as próprias mãos? Nos distanciamos das pequenas coisas simples que nos trazem felicidade. E estamos mais abertos para descobrir o novo?

 

JÁ PENSOU QUE ESTE MOMENTO PEDE REFLEXÕES SOBRE A ARTE DE VIVER E O VIVER COM ARTE?

Nesse sentido é bom lembrar que a convivência com as diferentes expressões da arte  pode trazer benefícios para cada um de nós. Traz emoção, leva a uma mudança de estado de espírito. Traz encantamento, arrebatamento.

Arte de viver com arte Bordado Matizes Dumont
Foto: Marilu Dumont 2022

A arte como catarse, como alívio emocional que sentimos quando apreciamos obras culturais ou ao praticarmos manualidades. Coisas a se pensar…

 

O BORDADO É UMA VIVÊNCIA ALTAMENTE PROMOTORA DE SAÚDE EM DIFERENTES DIMENSÕES

Podemos citar duas dimensões da Promoção da Saúde: dimensão física e a dimensão subjetiva, relacionadas a aspectos psicológicos.

Foto: Dimensões – Marilu Dumont fevereiro 2022

Ao pensar sobre isso, lembramos que o crochê, o tricô, a tecelagem e o bordado no cotidiano brasileiro foram utilizados por centenas de mulheres anônimas que dentro de casa o usavam como prendas domésticas ou para melhorar a renda.

Circularidade e vazios – Croché de Sinhana Diniz Araújo
Foto: Marilu Dumont 2020

Em alguns casos, provavelmente, elas recorriam a essa manualidade como “sobrevivência psicológica” diante da pressão da sociedade sobre a alma feminina, representada pelo círculo fechado do bastidor.   Em diferentes momentos da cena brasileira mulheres e homens bordavam a sua história em situação de conflito, de dor, de busca de suas garantias de sobrevivência.

Emoções – Bordado Matizes Dumont
Foto: Marilu Dumont 2021

Além das bordadeiras desconhecidas e desvalorizadas, podemos encontrar na literatura referências de bordados do marinheiro João Cândido, líder da Revolta da Chibata que bordava no cárcere; Virgulino, o Lampião em cujo bando saber bordar era uma condição para subir de patente.  Além deles, Arthur Bispo do Rosário e José Leonilson também utilizaram o bordado como caminho.

Do mesmo modo, após a Primeira Guerra Mundial muitos veteranos dos países que participaram do ocorrido tiveram várias sequelas. E para reduzir as consequências da Guerra o bordado foi a terapia alternativa utilizada para veteranos ex-combatentes na Austrália (Emily Brayshaw no Jornal The Guardian, 25 de abril de 2017, How embroidery therapy helped first world war veterans find a common thread)

Ahh…Vida – Bordado Matizes Dumont
Foto Marilu Dumont 2022

Em sua dimensão física o bordado  é capaz de trabalhar as articulações, estimular e exercitar o nosso cérebro.

Na dimensão subjetiva nos fortalece porque alivia as tensões, diminui o stress, cria espaço interno de acolhimento, serenidade, descobertas, foco, memória, o que se resume em alegria, disponibilidade para a vida.

 

OUTROS PONTOS DO BORDADO E DO CUIDADO QUE FAVORECEM A RESILIÊNCIA PARA  DESFAZER OS NÓS DA DEPRESSÃO

Buscas – Foto Marilu Dumont 2022

  • Desenvolver a manualidade, estimular a coordenação motora;
  • Permitir que a criatividade e sensibilidade floresçam dentro de você;
  • Tirar um tempo para si, para as coisas que fazem bem;
  • Encontrar um refúgio para a correria do dia a dia;
  • Libertar-se dos medos e das críticas (suas e dos outros)
  • Quem sabe mudar algum aspecto no jeito como você sempre foi?

 

A ARTE COMO UM CAMINHO DE DESCOBERTAS, DE TRANSFORMAÇÕES E SAÚDE

Grafismos – Bordado Matizes Dumont
Foto Marilu Dumont 2021

Bordar não tem idade! Seja no trabalho, escola ou no período de aposentadoria, o bordado é uma das atividades mais indicadas na redução da ansiedade e no combate à depressão.

Apesar da imagem de que o bordado só é praticado por mulheres mais velhas, a realidade hoje é outra. Cada vez mais pessoas de todas as idades se interessam em bordar. São crianças, jovens e adultos, homens e mulheres que praticam o bordado  seja como uma forma de lazer,  de brincadeiras, seja como maneira de melhorar a renda doméstica, ou ocupando espaços nas galerias de arte.

Em Busca do Ser – Foto Marilu Dumont 2022

Bordar é uma gratificante oportunidade para alegrias e descobertas. Além do aspecto lúdico, de sensação de bem-estar e conforto, possibilita expressar sentimentos e registrá-los com agulhas e linhas.  Sejam eles de medo, de raiva, de tristeza, transmutar em movimentos de superação, de redescobrir-se criando novos recursos e melhorando a autoestima e confiança.

Nas Rodas de bordado – ou Bordando em roda utilizamos a Vivência psicopedagógica (A)Bordar o Ser,  que promove escuta acolhedora, vínculo e integração – palavras-chave em qualquer processo terapêutico, e isso contribui muito para o atendimento de pessoas com ou sem transtornos psicológicos.

No desenvolvimento dessas rodas de bordado muitas participantes tinham sinais leves a moderados de depressão, ansiedade, e posteriormente relataram que o bordado contribuiu para significativa melhora. Isso porque o bordar traz alento e reorganização criativa nas circunstâncias vividas, e pode auxiliar as pessoas com traumas e outros transtornos psicológicos pela oportunidade de aproximação com o Ser sensível dentro de cada pessoa, o que contribui na busca da superação da dor.

Dobras da alma – Bordado Matizes Dumont – Foto Marilu Dumont 2021

SUGERIMOS QUE NO CASO DE DEPRESSÃO OU QUALQUER OUTRO SOFRIMENTO MENTAL PROCURE AJUDA MÉDICA E OU PSICOLÓGICA.

ENCONTRANDO ALGUMA DIFICULDADE PARA LOCALIZAR UM PROFISSIONAL BUSQUE AJUDA EM ALGUM SERVIÇO SOCIAL.

ALÉM DISSO LEMBRE-SE QUE O APOIO DOS AMIGOS É ALGO MUITO BOM PARA AJUDAR A ENCONTRAR SEUS CAMINHOS.

 

Esta nossa conversa aqui é também para convidar você para o desafio de arriscar-se, de tomar contato com o seu potencial criativo, para ampliar o conhecimento de si mesma por meio do bordado. Atividades como essas podem ser uma das suas práticas de cuidado, aliviar esse estresse desnecessário do dia a dia.

Festa. Bordado Matizes Dumont – Foto Marilu Dumont fevereiro 2022

Pelo cuidado podemos cultivar um olhar amoroso a partir do nosso corpo, que é nossa primeira casa. Como disse o poeta TT Catalão “o meio ambiente começa no meio da gente”.

 

 

 

Quer ler mais artigos da Matizes Dumont? Saiba mais e continue com a gente.

 

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CORES E TEXTURAS NO BORDADO https://bordadoarte.matizesdumont.com/cores-e-texturas-no-bordado/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/cores-e-texturas-no-bordado/#respond Mon, 14 Feb 2022 17:43:47 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=983   O bordado requer alegria, disponibilidade para brincar. Carece de experimentar o novo, sejam cores ou materiais. Perder o medo e ousar para dar texturas, volumes e fazer o seu registro com agulhas e linhas. Depois de pequena pausa retomamos nossas lives do Projeto BORDE EM CASA com muitos Pontos de Prosa para 2022. Na […]

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O bordado requer alegria, disponibilidade para brincar. Carece de experimentar o novo, sejam cores ou materiais.

Perder o medo e ousar para dar texturas, volumes e fazer o seu registro com agulhas e linhas.

Depois de pequena pausa retomamos nossas lives do Projeto BORDE EM CASA com muitos Pontos de Prosa para 2022. Na próxima terça feira, dia 08 de fevereiro, convidamos o artista plástico Demóstenes Dumont Vargas Filho para mais um encontro com muita surpresa boa.

Demóstenes é integrante do Grupo Matizes Dumont, e é a linha atemporal, poética, que visita a arte ancestral e desenha outras linhas de forma amorosa agorinha mesmo para o nosso bordado.

Esperamos você e convide os amigos.

  • 04:54 Experiência de tingimentos de cores
  • 05:32 Obras de Demóstenes Dumont
  • 9:51 Trabalho com tempo e espaço
  • 11:51 Novo bordado Teia de Aracne
  • 22:00 Deusa bordadeira
  • 26:51 Diálogo e inspiração
  • 28:25 Bordado muito além da utilidade
  • 29:39 Cores e texturas no bordado
  • 30:49 Pesquisa aventura ao criar
  • 31:52 Luz no espaço de trabalho
  • 34:41 A luz contorno sombra
  • 36:29 Sistemas de cores
  • 37:26 Círculo cromático
  • 39:42 Harmonia análoga
  • 40:10 Harmonia monocromática
  • 40:50 Opostas e complementares
  • 41:13 Cor e textura
  • 44:20 Luz sombra cores na manualidade
  • 45:40 Abrir as janelas da alma
  • 48:50 Obra: Vida que te quero viva
  • 50:13 Obra: Árvore da vida
  • 52:00 Livro: Harmonia das cores nos fios do bordado
  • 55:39 Linhas e agulhas
  • 1:00:00 Técnica de aplicação

 

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Bordado – Espaço de escuta e produção de sentidos https://bordadoarte.matizesdumont.com/bordado-espaco-de-escuta-e-producao-de-sentidos/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/bordado-espaco-de-escuta-e-producao-de-sentidos/#respond Wed, 07 Apr 2021 19:50:33 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=719 Em meio a uma pandemia como a que estamos enfrentando, hoje, 7 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Essa data nos remete à noção de cuidado e às formas de Promoção da Saúde e Ambientes Saudáveis, conscientização que o momento exige. Ao pensar neste tema, lembro que a linguagem da arte é também um caminho […]

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Em meio a uma pandemia como a que estamos enfrentando, hoje, 7 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Essa data nos remete à noção de cuidado e às formas de Promoção da Saúde e Ambientes Saudáveis, conscientização que o momento exige. Ao pensar neste tema, lembro que a linguagem da arte é também um caminho para a saúde, uma vez que contribui para uma maior compreensão da realidade, desperta sentimentos favoráveis às transformações e aumenta nossa capacidade de resiliência. Por isso, quero compartilhar com vocês o texto da amiga Clélia, com que me deparei hoje. Clélia dá um testemunho muito lindo sobre os espaços de convivência criados pelo bordado, onde as relações são tecidas entre a beleza e a falta dela, entre o cuidado e o amor pela natureza, entre o sagrado e o humano.

 

“Bordando e promovendo saúde…

Tenho pensado sobre o quanto o bordado tem relação com a promoção da saúde e, ao pensar sobre isso, tenho me aproximado muito de uma imagem que me ajuda a falar de ambas as coisas. Tenho memória de mulheres sentadas em poltronas de cor amarronzada, ao redor de uma mesa com biscoitos caseiros, cuscuz… Lembro de um cheiro forte de café, de rapé, e sons difusos. No corredor, ainda antes mesmo de chegar na casa, ouvia sons abafados, misto de conversas e risadas.

Observava que quando tocava a campainha, e mesmo sabendo que todas estavam muito perto da porta, demorava muito até que uma delas levantasse para me atender. É que o tempo lá dentro passava de forma diferente, era bem mais lento… As mulheres que se juntavam naquelas tardes para bordar tinham idades diferentes, personalidades distintas, quase opostas. Elas não pareciam ter conexões, a não ser o fato de se sentarem juntas, conviverem por horas, sem que nenhuma fosse ou se portasse como líder, como a mais experiente ou melhor bordadeira. O bordado, algumas vezes, parecia um mero pretexto. Por outras, a maior razão dessa junção, do foco, do ponto de contato de vidas e caminhos que, não fosse por ele, aquelas mulheres jamais se encontrariam.

Daí, entre linhas, tornavam-se muito parecidas, sem que fossem. Por vezes silenciavam, por outras falavam incessante e simultaneamente. Eram ricas demais as histórias que contavam. Diziam de uma viuvez libertadora, antes sentida como aprisionadora; falavam do distanciamento dos filhos, sem que isso pudesse ser julgado pelas demais; descreviam seus amores perdidos, clandestinos, eternos… Falavam de reformas nas casas, nas roupas, na vida… Bordavam coisas diferentes, em ritmos bem variados, como se as linhas soubessem para que pano deveriam ir, que pontos deveriam ser apertados, desfeitos, refeitos…

Demorei a reparar quais ou quantas delas se dedicavam a conferir os avessos. Quase não encontrava sentido na escolha dos bicos de crochê que programavam para as toalhas que produziam, muitas vezes sem destinatários. Ficava sabendo depois que algumas eram vendidas, mas outras eram usadas em lugar das velhas que já não podiam ser postas em dias de festejos, tamanha quantidade de rasgados ou cantos puídos.

E ali estava uma vivência altamente promotora de saúde. Capaz de tornar um lugar acolhedor, aberto às experiências e extremamente facilitador de trocas. Espaço de cumplicidade, escuta e produção de sentidos. Lugar de singularidades e partilhas, sem distinção. Tempo de escolhas, tomada de decisão e concretude, materialidade. Momento de fazeres, de dar expressão ao que era simples traço, riscado em tecido tingido, agora ocupado de cores vivas. Penso que aí está a essência da promoção da saúde: algo que se borda junto!”.

 

Clélia Parreira, Brasília, 7 de abril de 2021

Clélia Parreira é bordadeira curiosa, educadora com atuação na educação e promoção da saúde, Professora da UNB- Faculdade de Ceilândia.

O texto de Clélia é um emocionado relato do bordado e da promoção da saúde em sua dimensão subjetiva. Trazer essa dimensão subjetiva da promoção da saúde importa muito na discussão sobre o cuidado, neste momento de pandemia. Cuidado consigo mesmo, com o outro e com o meio ambiente. Promove reflexões sobre aspectos do que significa qualidade de vida e costura a relação especial que existe entre saúde, meio ambiente, bem-estar físico e psicológico, expansão de consciência e promoção de saúde.

Promoção de saúde pelo cuidado! Podemos cultivar um olhar amoroso a partir do próprio corpo, que é nossa primeira casa. Como disse o poeta TT Catalão: “o meio ambiente começa no meio da gente”.

 

 

 

 

 

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A linguagem do bordado na sensibilização e mobilização em projetos socioambientais: Arte, meio ambiente e seres https://bordadoarte.matizesdumont.com/a-linguagem-do-bordado-na-sensibilizacao-e-mobilizacao-em-projetos-socioambientais-arte-meio-ambiente-e-seres/ https://bordadoarte.matizesdumont.com/a-linguagem-do-bordado-na-sensibilizacao-e-mobilizacao-em-projetos-socioambientais-arte-meio-ambiente-e-seres/#respond Wed, 03 Mar 2021 12:52:22 +0000 https://bordadoarte.matizesdumont.com/?p=765 “Uma pintura que não fala ao coração não é arte, porque só ele a entende. Só o coração nos poderá tornar melhores e é essa a grande função da arte.” Candido Portinari O artista de Brodowski falou sobre a arte e o coração E é bem assim! Quando as pessoas se reconhecem na arte, se sentem […]

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“Uma pintura que não fala ao coração não é arte, porque só ele a entende. Só o coração nos poderá tornar melhores e é essa a grande função da arte.” Candido Portinari

O artista de Brodowski falou sobre a arte e o coração E é bem assim! Quando as pessoas se reconhecem na arte, se sentem parte da criação, sujeito criativo e capaz, é, sem dúvida, um momento espetacular!

Nós do Matizes Dumont confiamos que a grande função da arte, em todas as suas vertentes é transformadora e é por isso que utilizamos a arte do bordado como instrumento sensibilizador para ações com possibilidades de mudanças.

Hoje somos três gerações de bordadeiras de uma mesma família mineira de Pirapora, MG, que há 35 anos borda o Brasil, sua gente, suas cores.  Faz do bordado espontâneo uma linguagem. Desde 1999 desenvolve processos de educação socioambiental.

Participação, inclusão social, biodiversidade e bordados.

Empregamos o bordado como estímulo e forma de expressão nas artes visuais e em ilustrações de livros, na promoção da saúde e ambientes saudáveis, na mobilização social para o olhar para as questões ambientais, na geração de emprego e renda, na busca da paz e no desenvolvimento humano.

Realizamos projetos sócio ambientais com uma prática psicopedagógica chamada “(A)Bordar o Ser”, utilizada em processos de desenvolvimento pessoal e de grupo. Com trinta e cinco anos de experiência o Matizes Dumont rompeu com o aspecto apenas instrumental do ato de bordar para desenvolver o potencial criativo e expandir a consciência do participante de cada oficina, de cada projeto efetivado.

Em todo o Brasil e também no exterior, desenvolvemos oficinas vivenciais do bordado com vários enfoques. Nessas oficinas, diante do olhar de cada participante, nasceram inúmeros projetos transformadores de inclusão e responsabilidade social.

Defendemos a sensibilização para as transformações por meio da arte. De acordo com muitos relatos de mulheres, após estes projetos surgiram grupos de bordadeiras em diferentes cidades. Coletivos que mostram a força da resistência, da resiliência, da necessidade do registro da luta pela igualdade de gênero, da denúncia pela força política. São grupos independentes comprometidos com a arte e com a beleza.

“O resultado dos projetos é mais que um registro poético-visual que simboliza a busca pelos valores humanos, sociais e ambientais. Eles cumprem a função da arte de educar e mobilizar pessoas para mergulhar nas águas da sensibilidade e da convivência harmoniosa com a natureza”. Marilu Dumont                                                                                              

Muitos projetos foram desenvolvidos com a atuação dos integrantes do grupo Matizes Dumont tais como Caminho das Águas, Bordando o Brasil, O Rio Que Mora Em Mim. Hoje vamos destacar dois deles: Quintais e Entre Rios, projetos relacionados ao Licenciamento Ambiental da LT Porto Velho Araraquara da IE-Madeira.

Ainda em andamento, os dois projetos são de Educação Ambiental e Comunicação de riscos com abordagem apreciativa, positiva. Neles a arte e a sensibilidade são estratégias de sensibilização, usam a linguagem do bordado como expressão, mobilização e participação.  Buscam não só a internalização de valores e atitudes relacionadas à responsabilidade social e uso racional dos recursos naturais, mas também a inclusão de pessoas no mundo do trabalho digno e criativo, a valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Em ambos é empregada a “Vivência Psicopedagógica (A)Bordar o Ser”, considerada prática socioeducativa, e outros métodos e técnicas da promoção da saúde, da Educação e da Cultura Popular, e dentre seus princípios estão a Ética do Cuidado e o Bem Viver.

      O Projeto Quintais, iniciado em 2016 nos municípios de Candeias do Jamari- RO e Gavião Peixoto-SP tem o foco na Educação Ambiental, Agroecologia, Bordados, Sensibilidade e Inclusão Socioprodutiva, e as ações são pautadas na Comunicação de riscos por meio de práticas com abordagem apreciativa,

Neste projeto a abordagem da comunidade foi realizada por meio do quintal, que é a menor unidade territorial e a mais próxima das pessoas.  A partir dos Quintais Urbanos, do Cuidado e da Arte do Bordado é possível restabelecer espaços afetivos e da memória da cultura brasileira. O resgate simbólico e a reorganização dos Quintais do ponto de vista ambiental e sanitário ganha importância para a promoção da qualidade de vida

Projeto Entre Rios

Iniciado em 2017 foram desenvolvidas ações em Acorizal, Chapada dos Guimarães, Jaciara – MT, em Caçu e Santa Rita do Araguaia – GO, Iturama-MG e em Ibirá, Fernandópolis e Potirendaba-SP.

Leva em conta o contexto mundial, nacional e local das águas, que nos mostra a necessidade de sensibilizar para o cuidado, para a preservação de nascentes e cursos d’água, e neste fluir com as águas a construção da cultura da paz.

Por que o bordado, quintais e águas, seres em projetos de Educação Ambiental

Porque todos eles são carregados de significados e trazem ricas oportunidades de mediação, muitas possibilidades no caminho do desenvolvimento pessoal e coletivo. No caso da LT Porto Velho-Araraquara, que percorre grande extensão do país e onde existe grande diversidade cultural, social, diferentes Biomas, Regiões Hidrográficas, o Aquífero Guarani, fez-se necessário escolher caminhos que considerassem esta complexidade e riqueza. Estratégias que nos levaram a buscar respostas: de que forma conciliar a conservação da diversidade biológica com o uso sustentável dos ativos ambientais e com o desenvolvimento econômico e social e cultural? Quais caminhos podem nos levar a transformações e ao Desenvolvimento Humano de forma criativa e participativa?

E assim escolhemos desenvolver ações socioeducativas por meio da arte e da cultura popular de forma a motivar os participantes para a estruturação de vida produtiva e saudável.

A escolha da água para um projeto e dos quintais para o outro, foi movida pela necessidade de partir da realidade mais próxima dos participantes, da vida, do que acontece no cotidiano. Se por um lado os quintais, pequenos territórios aonde a educação ambiental encontra seu espaço e lugar para ações com efetiva participação, os fios d’água são o que nos une sem distinção de território e classe social. Consideramos que a manualidade do bordado além de permitir a capacitação das participantes para a inclusão socioprodutiva, promove o encontro da pessoa com ela mesma em seu momento de criação, desperta a memória e afetos, possibilita reflexões e mudanças internas, pessoais e coletivas, fundamentais para uma aliança com a realidade e em processos de Educação Ambiental.

Unir a linguagem do bordado à memória dos quintais ou à capacidade de mediação do elemento água foi uma escolha para aproximar, sensibilizar, mobilizar, encantar. Os dois projetos tem especificidades que fazem deles oportunidades para que situações e desafios da realidade sejam chances para transformações.

 

 

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