Tradição de adornar com delicadezas transforma bordados em pequenas “gemas” que incrustadas em prata e ouro se transformam em belas e delicadas joias.

Em 2016 o Grupo Matizes Dumont desenvolveu peças bordadas para serem aplicadas à nova coleção criada pela designer de joias Mariah Rovery. Ao desenvolver a coleção de bordados para utilização em joias, o Grupo reencontrou o desafio do bordado em pequenos e minuciosos espaços como antigamente a avó fazia no interior das Minas.
O convite da Mariah Rovery em 2016 foi um desafio que a terceira geração de bordadeiras da família Dumont recebeu com a alegria de quem cresceu em torno de bordados e bordadeiras. As jovens Luana, Leninha e Luíza buscaram nos bordados da avó Antônia a simplicidade de pontos e fios, desenvolvendo um bordado que fala “sobre tudo e quase nada”. De forma leve e sutil foram recriando a tradição de adornar com delicadezas – um fazer artístico inovador que nas mãos da Mariah se transformaram em joias.

Ao desenvolver a coleção de bordados para utilização em joias têxteis as meninas Dumont reencontraram o desafio do bordado em pequenos espaços. Revisitaram o tempo quando se bordava em botões para enfeitar lindos vestidos das mulheres, meninas e moças que iam passear na praça, tomar sorvete e algodão doce.
Tradição de adornar com delicadezas, os botões eram forrados com o mesmo tecido do vestido, onde eram bordados pequeninas representações da natureza: folhas, ramalhetes, margaridinhas, rosa, tudo o mais puro “amor perfeito” para encantar a quem encontrasse.

O des(a)fio agora era fazer de minúsculos bordados a inovação de ser “pedra natural” – ou mesmo “pedra de amolar” para simbolizar a gente criativa e inovadora – gente que acredita que pode ter as cores todas da brasilidade.

De repente fios cintilam entre os dedos e a mão os leva para ser ametista em seus lilases, bordados em água marinha, ou translúcidos diamantes ao lado da cor surpreendente do topázio imperial, do rubi ou da turmalina.

Que seria da luz amarelada do citrino, do verde da esmeralda nos bordados não fossem agulhas tão ligeiras para não perder as cores da madeira fossilizada. Turmalina “pedra de múltiplas cores”, encontra entre fios de linhas as acobreadas opalas-de-fogo para ser anel, quem sabe um pingente.

Você pode expressar-se de diversas maneiras por meio do bordado livre. Como vimos no artigo de hoje, não é necessário fazer grandes peças para que seja algo belo e artístico. Para bordar é só começar e o primeiro passo é decidir, vamos criar belezas?
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Atualizado em: 27/02/2023







