Porque bordamos com alma e ousadia

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Acreditamos na arte e no bordado como um caminho. Caminho de descobertas e transformações.

O Grupo Matizes Dumont acredita na formação humana como um bordado, bordado que vai sendo urdido e pontilhado em nós. ENTRE FIOS, LINHAS, ENTRE NÓS E O OUTRO.

A nossa experiência estética nasceu nas cores e formas do cerrado. Nas transparências das águas e nas filigranas das samambaias e avencas.

Foto: Martha Dumont

Foto: Martha Dumont

Nasceu das brincadeiras nos barrancos de rios-riachos que percorreram vidas no interior dos Gerais de Minas.

Bordamos desde criança, nos entregamos ao bordado com alma, e de corpo todo. Buscamos Inovação, paixão pelo que fazemos, confiança no outro (a gente compartilha a bordação entre nós) com liberdade de escolhas. E assim Escolhemos bordar com ousadia e liberdade

Mas se me perguntarem como é mesmo que se ponteia e alinhava a liberdade?

E posso te responder que bordado livre é um estado de espírito.

O bordado é livre se você também estiver livre.

É algo interno, pessoal. Olhar, escutar, encantar-se.

Por isto dizemos que bordado livre é uma forma não convencional de expressão-poético visual, caminho por onde buscamos estética própria ao bordar com alma e ousadia.

Incessante busca de liberdade

O gesto livre e brincante de um criar que desafia a imaginação

Foto de oficina de bordado

O QUE A GENTE QUER É PROMOVER O ENCONTRO ENTRE LIBERDADE, SENSIBILIDADE, MEMÓRIA E TÉCNICAS.

A isto chamamos (A)BORDAR O SER, que é o mesmo que criar oportunidades para que seja revelado o ser  que existe em você.

Ser criativo, sensível, ser amoroso, solidário, liberto.

Do aprendizado antigo, da vida de centenas de mulheres que bordam anonimamente, o ensinamento ancestral da mãe, há trinta anos escolhemos usar o bordado como linguagem poética, estética, visual, como resistência.

A mitologia mostra que desde a antiguidade o bordado foi utilizado como resistência.

Foto: Marilu Dumont

Foto: Marilu Dumont

No cotidiano brasileiro, muito antes de nós o bordado foi usado por centenas de mulheres que dentro de casa o usavam como prendas domésticas, para o enxoval dos filhos, melhorar a renda, e em alguns casos provavelmente como “SOBREVIVÊNCIA PSICOLÓGICA” diante da pressão da sociedade sobre a alma feminina, representada pelo círculo fechado do bastidor.

Homens também recorreram ao bordado como forma de resistência psicológica, como Artur Bispo do Rosário, Antônio Cândido, o marinheiro da Revolta das Chibatas, Leonilson, o grupo de Lampião. Mas está é uma conversa para outro dia.

assinatura Marilu Dumont

 

 

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